Esse texto vai ficar uma droga, mas foi uma inspiração suuper do nada, eu tive que escrever aqui. Vai ficar meio emo....mas tudo bem.
"Era a aula de português. Ela tentava prestar atenção, precisava recuperar sua nota naquele bimestre, já que nos outros tinha ido mal. Mas não conseguia. Lembrava sempre de Leandro, o seu primeiro amor.Parecia que o eixo da Terra tinha mudado de direção, pois ela não conseguia olhar para mais nada a não ser ele. ELE. Não era um menino qualquer. Era atencioso, estudioso, por mais que não precisasse, era muito inteligente. Quem dera ter a sua inteligência! Mas não era só isso que a atraía nele: seus olhos da cor do céu pareciam saltitar de seus olhos; seus cabelos negros como a noite destacavam ainda mais seu rosto. Eles já estavam na mesma sala fazia um tempo: desde o começo do ano, quando ela entrou no colégio Singular, ela o tinha como colega de classe. Por mais que outros meninos se aproximassem, ela só conseguia pensar nele. Mas, como era nova no colégio, era tímida e tinha poucos amigos, e isso a atrapalhava muito.Quando se encontravam no corredor, parecia que o mundo parava, ou pelo menos andava mais devagar. Quando queria faltar na escola, lembrava dele e o dia ficava mais animado, e ela ganhava coragem de enfrentar a 'selvageria', como chamava a escola.
Até que um dia, a professora de Geografia deu um trabalho em duplas, que ela mesma sortearia. Como quis o destino (ou, se ele não quis, ela deu uma sorte imensa), eles fizeram o trabalho juntos. E, é claro que, nesse tempo, eles se aproximaram. Mas ela não contava com uma coisa: o pai dele foi chamado para trabalhar no Canadá, e ele teria que ir junto. Deve ter sido o pior dia de sua vida quando ela soube disso. No entanto, aproveitou cada momento em que pode olhar para aquele lindo rosto angelical.
No próximo bimestre, ele não estaria mais lá. E assim aconteceu: depois de dois meses, uma carteira, antes ocupada por um deus grego, estava vazia. Só restava agora lembrar de todas as vezes em que, no silêncio, ele a hipnotizava sem saber. E o primeiro amor da vida de Juliana foi assim: platônico e em segredo."
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
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